segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Pesquisa revela país rico em preconceito

     Dados estatísticos de fontes confiáveis são sempre bem-vindos ! Assim, em reportagem intitulada "Pesquisa Revela um País Rico em Preconceito",   do jornal A Gazeta, de 23 de julho, são relatados os resultados de uma pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgados no dia anterior. Seguem alguns  dados:

* Para 63% dos entrevistados,  a cor da pele influencia na  vida, sendo o impacto maior no trabalho;
* Para 65%,   a cor e a raça repercutem no convívio social;
*`Para 68,3%, a cor e a raça interferem na relação com a justiça e a polícia.

     Em meio aos dados e  números citados, algumas vítimas do preconceito com ocupações diferenciadas ( manicure, juiz, vendedor de picolé, deputado estadual...) se manifestam nos depoimentos:  "Pessoas até me olhavam de lado.", " Acharam que eu poderia assaltar." , "A visão é de que negro não pode ascender.", "Era sempre o suspeito. ",  "Só quem já vivenciou sabe o impacto de uma atitude racista em sua vida." Este último depoimento me fez recordar as  frases: "Uns (umas) não veem o racismo e o sexismo que outros (as) vivem. Uns (umas) são considerados (as) mais iguais que outros (as)".
     A reportagem remete-nos ao mito de democracia racial (já relatado neste blog), pois expõe uma realidade que nós, brasileiros (as) insistimos em negar. Afinal, é mais fácil propagarmos o mito do que encararmos nossos preconceitos, atitudes racistas e nosso racismo velado.
     "Preconceito: quem disse que ele não existe no Brasil !"

Giovanna C. Werneck

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