quarta-feira, 28 de março de 2012

Aposentado de 90 anos mata a esposa de 84 a facadas

Impressionante relato este. Estamos estudando a história e essa história acontece sempre todo dia e perto de nós. Façamos as políticas públicas acontecer!

Um crime bárbaro chocou os moradores da pacata comunidade de Uberada, zona rural de Iúna. Na manhã de ontem, foi encontrado o corpo da aposentada Loiza Joana Alves, 84 anos, morta com golpes de faca pelo companheiro, o também aposentado José Luiz dos Santos, 90 anos.



De acordo com informações do delegado do município, Alberto Roque Peres, o corpo foi encontrado por um vizinho. “Todos os dias esse vizinho passava em frente à casa do casal por volta das 06h00 e via um ou outro na varanda e ontem ele não viu. Achando estranho ele se aproximou e viu que a aposentada estava caída na sala morta”, contou o delegado.

O vizinho acionou a polícia, que realizou buscas na região e o aposentado foi encontrado a pouco mais de um quilômetro do local do crime, dormindo em um matagal. Ele foi detido e encaminhado até a Delegacia.

“Nós encontramos um laudo médico encaminhado o José Luiz para um psiquiatra. Ele não quer falar e quando fala se refere à aposentada como sua irmã e não sua companheira. Em outra ocasião, ele a agrediu usando um pedaço de pau, mas a vítima não quis registrar queixa contra o aposentado”, continuou o delegado.
O delegado contou que Loiza foi morta com três facadas na região do peito e apresentava um corte na mão. “Ele está sendo encaminhado até uma unidade psiquiatra para sabermos de um profissional se ele tem condições de responder pelo crime. Não podemos encaminhá-lo a um presídio nessas condições”, completou o delegado.

O corpo de Loiza foi encaminhado ao Serviço Médico Legal (SML) de Cachoeiro de Itapemirim.

“Era difícil eles brigarem”
O filho de Loiza, Adair Agripino Alves, contou que morava há 15 quilômetros da residência do casal e que estava presente sempre que possível. “Eu só fui conhecer ele no dia que ele foi morar com minha mãe, mas eles nunca tiveram problemas, era difícil de brigarem. Como eu morava mais perto, ia até lá todos os fins de semana, pois durante a semana era difícil ir por causa do trabalho”, contou.

Segundo ele, José Luiz era o terceiro marido de sua mãe e ela foi a primeira esposa dele. “Ele viajou o Espírito Santo todo trabalhando com madeira, mas sempre estava muito envolvido com bebida e nunca se casou. Dos casamentos de minha mãe, ela tem três filhos vivos. Eu moro em Iúna, um mora em Vitória, uma que sumiu de casa quando ainda tinha 10 anos, hoje deve estar com uns 50 anos ou mais, e outro que foi embora quando ela foi morar com o José Luiz e nunca mais tivemos notícias dele”, continuou.

Inconformado com o crime, o filho disse não entender como o acusado conseguiu assassinar a mãe. “Ele tinha dificuldade para andar e não enxergava direito. Eu que levava os dois no banco para receber e era uma dificuldade para ele atravessar a rua, não entendo como arrumou força para cometer esse crime”, ressaltou.

Ainda ontem, Adair esteve com José Luiz. “Minha vontade era de matar ele, mas fiquei com dó. Ao mesmo tempo em que sinto raiva, tenho pena dele”, completou o filho.




Fonte:
http://www.aquies.com.br/site/conteudo.asp?codigo=2190


Pedro Paulo Barbosa Carvalho

terça-feira, 27 de março de 2012

"Vigília de Agressão: marido espanca mulher a noite inteira"

Mais um caso de violência contra a mulher toma conta do noticiário.
Este caso ocorreu dia 08 de março deste ano, no município de Cachoeiro de Itapemirim-ES.
O artigo abaixo trata da violência que algumas mulheres vem sofrendo no local em que chamam de lar.

"Em pleno Dia Internacional da Mulher, um caso absurdo de violência doméstica. Uma mulher foi parar no hospital depois de passar a noite sendo espancada pelo marido.


De acordo com a vizinha, que ouviu os gritos, essa não foi a primeira vez.
Eu vi o olho dela roxo e perguntei o que era. Ela me disse que tinha apanhado do marido. Nós combinamos de ir no outro dia na delegacia para denunciar. Ele descobriu e bateu ainda mais, disse a vizinha que não quis ser identificada.

A agressão durou a noite inteira. A vizinha ao ouvir os gritos da vítima, ligou para a polícia. A polícia foi até à residência do casal e prendeu o homem em flagrante.


Na delegacia, ele disse que nunca bateu na mulher, e que os ferimentos na perna dela, foram causados por uma queda. Já a mulher, continua internada na Santa Casa de Cachoeiro. Assim que receber alta, vai prestar depoimento à polícia."


Fonte: Gazeta Online Sul
http://gazetaonline.globo.com/_conteudo/2012/03/noticias/gazeta_online_sul/noticias/1141260-mulher-e-espancada-durante-a-noite-pelo-marido.html

Postado por Priscila

segunda-feira, 26 de março de 2012

"Advogada é morta dentro de casa em Cachoeiro de Itapemirim"

O misterioso assassinato da advogada Eulina Maria Jaccoud Andrade, 68 anos, ocorrido em 17 de janeiro de 2011, abalou a sociedade Cachoeirense.
Até hoje, familiares da vítima aguardam a conclusão das investigações e a punição dos culpados.

"A advogada Eulina Maria foi morta com golpes de faca, no apartamento onde morava sozinha, no centro de Cachoeiro de Itapemirim, ES. O crime ocorreu, provavelmente, na noite de domingo (16).

O corpo da advogada foi encontrado pela empregada, por volta das 8 horas de ontem, ao lado da cama, no quarto onde dormia, com o pescoço cortado na parte lateral. Alguns papéis estavam revirados e a porta do apartamento estava trancada.

A polícia investiga a motivação do crime e trabalha com duas hipóteses: homicídio e latrocínio (roubo com morte). "Nós não encontramos a arma no local do crime. Por isso, a possibilidade de suicídio foi descartada.

Precisamos agora averiguar com a família se algo foi subtraído da casa", diz o delegado Faustino Antunes, chefe do Departamento de Polícia Judiciária (DPJ) de Cachoeiro.
O delegado acionou a perícia. Um inquérito foi instaurado. Parentes da advogada e funcionários do prédio onde ela morava serão convocados para prestarem depoimento nesta semana.

Os empregados do edifício preferiram não falar sobre o assunto. Eles disseram apenas que Eulina mantinha um bom relacionamento com todos. Até o final da tarde de ontem a família não havia sido localizada. Não há ainda suspeitos do crime".

Fonte: Gazetaonline - Ana Paula Santos
http://gazetaonline.globo.com/_conteudo/2011/01/749676-advogada+morta+dentro+de+casa+em+cachoeiro.html


Postado por Priscila

sexta-feira, 23 de março de 2012

violência contra mulher.

Caso ocorrido na cidade de Cachoeiro de Itapemirim, em 2009. Um triste epsódio que demonstra a violência que sofrem as mulheres. segue texto resumido extraido do periódico Folha do Espirito Santo.

27/10/2009 - 12:26 - Cobradora de ônibus é espancada até a morte pelo marido



27.10.2009 - Redação

A cobradora de ônibus Ozete da Cruz Peixoto, 38 anos, foi espancada pelo seu marido há 34 dias, no dia 23 de setembro. Ela chegou a ser internada na UTI da Santa Casa de Cachoeiro, onde permaneceu internada até a noite de ontem, quando não resistiu e veio a falecer.
Seu marido, Jorge Filho Monteiro, conhecido como Jaburu, foi preso, na época, acusado de tentativa de homicídio. Mas, segundo informação da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), agora, vai responder por homicídio. Ele encontra-se detido no DPJ de Cachoeiro, à disposição da Justiça.
Será encaminhado a Justiça o laudo cadavérico, onde muda a natureza do crime: de tentativa para homicídio. Mais detalhes, na edição de amanhã do Jornal Folha do Espírito Santo. (por Ronaldo Índio Brasil)
 fonte: Folha do Espirito santo
 http://www.folhadoes.com/site/pagina_interna.asp?nID=817&tp=3


Postado por P. Cesar

quarta-feira, 14 de março de 2012

"Negras de merda, voltem para Cuba". Atletas sofrem racismo em Santa Catarina

Chateada com o episódio, Ramirez usou o Facebook para desabafar: “É triste em pleno século 21 termos atos de racismo. Um povo ignorante é triste. Não tem respeito pelo ser humano. Isso que me incomoda. Pode ser um país rico, mas cadê o ser humano?”


... Não foi apenas o oposto Wallace, do Sada Cruzeiro, que foi vítima de racismo por parte dos torcedores adversários. Na rodada do fim de semana passado, a última da fase classificatória da Superliga feminina de vôlei, as cubanas Herrera e Ramirez viveram situações constrangedoras durante o duelo entre Usiminas/Minas e Rio do Sul, em Santa Catarina.
Chateada com o episódio, Ramirez usou o Facebook para desabafar. “Estou muito triste. Me sinto mal. Um torcedor do Rio do Sul chegou perto da quadra onde estavam Herrera e eu para gritar na nossa cara ‘negras de merda, voltem para Cuba. É triste em pleno século 21 termos atos de racismo. Um povo ignorante é triste. Não tem respeito pelo ser humano. Isso que me incomoda. Pode ser um país rico, mas cadê o ser humano?”.
De imediato, a caribenha recebeu o carinho dos fãs brasileiros, indignados com o que se passou no interior do Sul do País.

Pedro Paulo Barbosa Carvalho - Grupo 3 - Cachoeiro de Itapemirim - ES
Marketeiro e Publicitário

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Preconceito de marca e origem



                Os estudos que tratam das questões raciais no Brasil estão divididos, de acordo com Nogueira (1979), em três correntes:  a corrente afro-brasileira, a dos estudos históricos e a corrente sociológica, cada qual trazendo, de acordo com suas especificidades, suas concepções e definições de racismo e preconceito. Este mesmo autor traz uma contribuição para a compreensão do preconceito, caracterizando-o como: preconceito racial de marca e de origem:

Considera-se como preconceito racial uma disposição (ou atitude) desfavorável, culturalmente condicionada, em relação aos membros de uma população, aos quais  se tem como estigmatizados, seja  devido à aparência, seja devido a toda ou parte da ascendência étnica que se lhes atribui ou reconhece. Quando o preconceito de raça se exerce em relação à aparência, isto é, quando toma por pretexto para as suas manifestações os traços físicos do indivíduo, a fisionomia, os gestos, o sotaque, diz-se que é de marca; quando basta a suposição de que o indivíduo descenda de certo grupo étnico, para que sofra as conseqüências do preconceito, diz-se que é de origem.  (NOGUEIRA, 1979, p. 78-79)

            Considerando as diferenças dos preconceitos raciais de marca e de origem, destaca-se a questão da carga afetiva, em que, segundo o autor, o preconceito de marca tende a ser mais intelectivo e estético, enquanto o de origem tende a ser mais emocional e mais integral.

·         REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA
NOGUEIRA, O. Tanto preto quanto branco: estudos de relações raciais. São Paulo: T.A. Queiroz, 1979.

Um pouco de música....



“Negro drama,
Entre o sucesso e a lama,
Dinheiro, problemas,
Inveja, luxo, fama
Negro drama,
Cabelo crespo,
E a pele escura,
A ferida, a chaga,
A procura da cura.
Negro drama,
Tenta ver
E não vê nada,
A não ser uma estrela,
Longe, meio ofuscada.
Sente o drama,
O preço, a cobrança,
No amor, no ódio
(...)
Me ver,
Pobre, preso ou morto,
Já é cultural.”

                                                                   Negro Drama – Racionais MC’s



                    "A carne mais barata do mercado é a carne negra
  Que vai de graça pro presídio
E para debaixo do plástico
  Que vai de graça pro subemprego
E pros hospitais psiquiátricos.
  Que fez e faz história
Segurando esse país no braço, meu irmão,
  O gado aqui não se sente revoltado
Porque o revólver já está engatilhado
E o vingador é lento, mas muito bem intencionado
Esse país vai deixando todo mundo preto
E o cabelo esticado
E mesmo assim, ainda guarda o direito
  De algum antepassado da cor
  Brigar por justiça e por respeito
  De algum antepassado da cor
  Brigar bravamente por respeito.”
   
                                                                      A  Carne – Farofa Carioca